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Automobilismo ou Politicagem?


Não vou negar aos amigos: relutei muito para escrever a respeito. Na verdade, eu nem tinha essa intenção. Mas após ver a reação da maioria das pessoas a respeito da morte de Dan Wheldon no ultimo domingo, seja por pura desinformação e/ou por politicagem mesmo, me senti na obrigação de esclarecer alguns pontos a respeito do assunto. Posso não ser jornalista do assunto, mas meus mais de 20 anos acompanhando uma categoria desconhecida da maioria do publico brasileiro me credencia a comentar a respeito com alguma propriedade.

Vamos começar pelo aspecto técnico, do assunto que mais estudo. Há anos ouço falar que a Indy é perigosa e que muitos se recusam a assistir por este motivo. Bom, não posso negar que certa parte disso é verdade mesmo. Como já comentei por aqui há algum tempo, o chassi Dallara é obsoleto e tem muitos anos de uso. Sua construção era eficiente para a época no qual ele foi construído, mas o ganho de potencia dos carros e, porque não, os vários anos de uso do mesma unidade (algumas delas já rodaram mais de 100.000 km!!!), causam essa sensação de insegurança. Nas 500 Milhas dos últimos anos, tivemos acidentes graves, como o de Vitor Meira e Mike Conway (que os tiraram da temporada) ou mesmo de Will Power em Sonoma. Antes dessas 500 Milhas, comentei com minha mãe: “Temo pela vida de alguns nessa prova”. Para minha felicidade, temi errado. O problema é que a real ameaça viria depois, pegando a todos de surpresa. Era mais que indicado que este carro já deveria ter sido substituído.

Estou ouvindo muito falar também da segurança dos ovais, que deveriam ser proibidas corridas nesse tipo de circuito. Aí entra o falatório do começo da matéria: desinformação e politicagem. A desinformação aparece na ignorância geral em relação à evolução da segurança dos ovais. Graças a criação do SAFER® Barrier, conhecido lá fora como Softwall, os problemas com colisões nestes circuitos diminuíram para menos da metade. Tanto é correto, que este conceito já é usado em circuitos do mundo todo, em lugares onde a área de escape é pequena.

E como o mundo não é perfeito, eis aí a politicagem. Ela se resume apenas numa guerra por audiência entre veículos de comunicação. É muito fácil chegar um veiculo e dizer que é errado terem corridas em ovais após o acontecimento. E antes? O que era falado? Logico que não tinha o que ser falado. E pior ainda é ver gente conceituada, que entende de carros, falando abobrinhas pelo mundo, por causa do mesmo acontecido. Tudo movido por politicagem, por rixas. E o povo geral, que não entende, acaba seguindo uma linha criada por puro marketing. Fica muito fácil chegar e falar sem analisar os fatos da maneira que se deve.

O automobilismo americano passou 12 anos sem mortes em corrida (Greg Moore, Fontana, 1999). Desde então, muitos cuidados com segurança foram criados, desenvolvidos. Hoje, os EUA tem o orgulho de possuir o carro de corrida mais seguro do mundo (NASCAR), coisa que 15 anos atrás eles sequer se importavam com tal coisa. Não estou tirando a culpa da cúpula da categoria, que deveria ter efetivado essas mudanças anos atrás, mas também não posso ficar calado e observar a reação das pessoas que, por pura desinformação, podem ter uma opinião errada do assunto. Ou ser levado a ter essa opinião, por veículos de comunicação completamente parciais. No próximo ano, a categoria vai estrear um novo carro, que possui um projeto completo pensado mais na segurança do piloto, com adventos nunca vistos em nenhum carro de corrida do mundo. Recomendo acompanhar isso de perto, pois estes carros deve trazer uma nova tendência de fazer automobilismo, de modo tecnicamente bom e acessivelmente barato.

NOTA: Dan Wheldon era o piloto que vinha conduzindo os testes do novo carro. Portanto, era o único que realmente tinha feedback do novo carro e poderia ser importante para a equipe que o contratasse. E ele morre na ultima corrida do antigo carro, decretando dessa forma o fim de uma era na categoria. Coincidência? Eu acredito que foi mais do que isso…

Macarrão Que Ninguem Gosta


Muito ouço da imprensa especializada na Formula 1 a reclamação da formação do chamado “macarraozinho” (paliativo tupiniquim para marbles – bolinhas de gude) nos trechos fora do traçado. Esse dejeto dos pneus acabam por serem espalhados para fora do traçado e atrapalham os pilotos, pois caso aconteça a aderência desse material na banda de rodagem acontece uma considerável perda de desempenho e aderência dos pneus na pista. Mas… por que eles aparecem?

A explicação para a formação desse pequeno problema provem do próprio funcionamento do pneu. A aderência do mesmo acontece por causa do derretimento da borracha no momento do contato com o solo. No caso de pneus para carros de alto desempenho, esse derretimento é ainda mais visível, deixando a borracha no momento do contato com a pista numa consistência muito parecida com a da graxa. E exatamente por obter essa consistência que a aderência acontece, ao mesmo tempo que forma aquele traçado em preto bem característico. Por este motivo que o pneu deve ser pré-aquecido e que os pilotos andam em zig-zag em voltas de ritmo lento, mantendo-o aquecido. Explicado isso fica mais fácil entender de onde vem o macarraozinho, que é a precipitação dessa fase “graxosa” do pneu, que resfria e forma os chamados marbles. Apesar de ser do mesmo composto básico, os marbles acabam atrapalhando o desempenho porque, por estarem sólidos e resfriados, eles aderem ao pneu quente a atrapalham na formação daquela fase de graxa, diminuindo a aderência por tabela.

Esse macarraozinho sempre existiu, mas andou meio sumido das pistas nos últimos anos. O reaparecimento dele meio que se explica se relerem o parágrafo anterior. O pedido da FIA para a Pirelli foi para fazer compostos que durassem menos para assim terem mais pit stops. Sendo assim, basta fazer compostos mais moles que são mais aderentes e menos resistentes. Com uma borracha mais mole, a formação da fase graxosa fica mais fácil e forma mais material precipitado, gerando os marbles após seu resfriamento.

Portanto, se existe a formação deste macarraozinho é conseqüência da mudança de filosofia para o esporte. O aumento desse precipitado é uma proporção direta com o amolecimento da estrutura da borracha. As pesquisas podem ate chegar a compostos que diminuem a formação desse precipitado, mas eles sempre irão existir se continuarmos seguindo esse modo estrutural do pneu. É um problema que pode ser solucionado no futuro, mas apenas quando existir uma nova essência.

Bolhas

Assunto recorrente do GP da Bélgica, as bolhas formadas nos pneus também estao relacionadas com a existência do macarraozinho. As bolhas, assim como conhecemos, sao entradas de ar dentro de uma formação liquida. Considerando que a fase graxosa é uma estado liquido de alta viscosidade, temos a explicação para a existência de bolhas. As bolhas se formam quando uma determinada area do pneu sofre com temperatura de superfície demasiada alta. Essas bolhas provocam falhas na banda de rodagem e com isso diminuem a aderência. O motivo alegado pela Pirelli foi o desrespeito ao ângulo de cambagem recomendado pela fabricante, pois aumentando esse ângulo, a rodagem do pneu fica concentrada em uma area muito pequena, causando super aquecimento nela e assim formando as bolhas por tabela.

Carro de Rua

Agora, se pensarmos para nossos carros de rua, vemos que quase não há formação de sujeira de pneus nas estradas, porem a teoria da aderência funciona da mesma forma para os pneus convencionais. Sendo assim, qual a diferença? Essa aparece num processo muito importante na formação do pneu: a vulcanização. Basicamente, a vulcanização é o aquecimento da borracha para a cura da estrutura molecular da mesma. O que difere nossos pneus aos de corrida, alem do composto da borracha, é o tempo de vulcanização. Quanto maior o tempo do processo, mais dura e resistente a borracha fica, porem diminui a aderência. Essa diminuição ocorre pela maior dificuldade de formar a fase de graxa do pneu no contato com o solo e exatamente por isso nossos pneus duram muito mais que os de corridas. Existe toda uma pesquisa em aprimorar a fase aderente minimizando o desgaste e isso que move as pesquisas das fabricantes de pneus no mundo todo.

Cutucada da Red Bull


Como é tradiçao na equipe Red Bull, eles sempre fazem algum tipo de piada sobre algum acontecimento. E dessa vez, a brincadeira visa cutucar a rival Ferrari. Eis a charge de final de ano da equipe dos touros vermelhos.

"Papai Noel é mais rapido que voce. Por favor confirme o entendimento da mensagem!"

Atrasado, mas fica o desejo de Feliz Natal a todos!

Mudanças de Regulamento Para a Formula 1 2011


 

A polêmica ultrapassagem de Rubinho em Schumacher, na Hungria

Amigos, eu já tinha deixado alguns comentários sobre mudanças técnicas da categoria  alguns meses atrás. E nessa semana a FIA anunciou as mudanças técnicas e desportivas da próxima temporada. Vamos a elas.

– Volta dos 107%: Trata-se de eliminar todo carro/piloto cujo tempo seja 7% mais lento que o pole position. Esta regra foi criada nos anos 90 para coibir alguns carros de correr, estes realmente lerdos (falo de 20 segundos mais lentos por volta!!!), salvo exceções de carros comprovadamente rápidos que tiveram problemas na qualificação. Devido aos problemas das equipes iniciantes, essa regra esta de volta, mas acho-a totalmente desnecessária. É sabido que as equipes novas não tiveram tempo para desenvolver o carro nem treiná-lo. Por isso os resultados ruins. Creio que ano que vem eles estarão num nível melhor de desempenho, tornando esta regra novamente inútil.

– Utilização das zebras: As zebras foram colocadas mais lisas para diminuir o problema de disputas entre pilotos em determinada curva. A reclamação vinha de alguns pilotos que começaram a usar excessivamente essas zebras para não perder terreno. A FIA promete ser mais rigorosa a respeito. Não vejo muito impacto nessa regra, mas é sempre bem vinda.

– Toque de Recolher dos Mecânicos: As equipes serão obrigadas a dar 6 hs de descanso a seus pilotos durante a noite. Nada mais justo, por mais urgente que o trabalho o seja.

– Rigor nas Defesas de Ultrapassagens: Cenas como Schumacher prensando o Rubinho na parede ou mais de uma troca de lado da pista não serão permitidos. Já era hora de punirem com rigor quem comete esse tipo de infração. Diferente da NASCAR, a F-1 tem carros muito mais frágeis e um acidente assim pode ter proporções muito mais graves.

– Ordens de Equipe Permitidas: Esse sim vai abrir um precedente perigoso. Apesar de a FIA dizer que estará de olho em ordens antidesportivas, a regra em si não existe mais. Sendo assim, qualquer equipe pode dar ordens desse gênero a qualquer momento, mesmo que sem necessidade. Ate quando o fim da regra existente vai influenciar no espetáculo?

Mesmo que não muito atuante, a existência da mesma coibia a idéia. E hoje, não há empecilho legal para tal atitude.

Mudanças Técnicas

– Trocas de Cambio: Ano passado o cambio deveria agüentar 4 provas para ser trocado e na troca antecipada, perdia-se 5 posições no próximo grid. A regra permanece, mas com 2 mudanças: Os câmbios tem de durar 5 corridas agora e a 1ª troca antecipada do ano é perdoada, exceto se ocorrida na ultima prova. Vai ser interessante observar como as transmissões vão suportar esse novo ritmo.

– Regras Técnicas Excluídas: Sairão da categoria o Duto-F (por ser ativado com as mãos ou pés, atrai um certo perigo aos pilotos) e o Difusor Duplo (na minha opinião, o vilão das ultrapassagens da F-1. Voltarão aos difusores simples, que estiveram na categoria ate 2008). Explicações a respeito fiz num post meses atrás, com maior detalhamento.

– Asa Traseira Móvel: Para facilitar as ultrapassagens, as asas traseiras cederão alguns cm para trás, a fim de aumentar a velocidade do carro e possibilitar ultrapassagens. A BAR tentou o uso deste artifício 14 anos atrás mas teve de abdicar após provar que a sustentação da asa não suportava mecanicamente essas variações. Nessa nova fase, seu movimento será controlado eletronicamente e vai funcionar apenas com seu carro estando apenas 1 segundo atrás do carro da frente. O sistema será ativado pelo piloto e será desarmado assim que o mesmo pisar no pedal do freio, denotando uso apenas para ultrapassagens. Bom, toda medida para ajudar no espetáculo é bem vinda, só espero que isso seja mecanicamente possível. Não foi bonito o que vimos no passado.

– A Volta do KERS: Teremos a volta do KERS, o sistema que converte o calor gerado nos poderosos freios de um F-1 em energia para um pequeno período de extra potencia. Não ficou claro como que será o uso e nem a potencia ganha, mas o F-1 ganhará 20 kg em seu peso mínimo (piloto+carro) para comportar o sistema. Se bem sucedido, é um artifício para aumentar as ultrapassagens na categoria, alem de futuramente ser muito bem vindo nos carros de rua, que podem usar essa energia, mesmo que em menor escala, na arrancada inicial do veiculo, por exemplo, que é o momento mais critico de movimento e consumo de combustível.

Até Para Quem Entende de Formula 1


Este texto foi escrito pelo amigo e fiel leitor do blog Marcus Toledo. Espero que voces curtam!

***

Não é de hoje que eu digo que sou um verdadeiro fã da Formula 1. Eu não sou um especialista no assunto, mecânica de carros será sempre uma grande interrogação; meu irmão que o diga, sempre me explicando a função do virabrequim e eu sempre esquecendo (eu poderia explicar o que é isso, mas eu já esqueci…); mas eu posso dizer que eu conheço muito bem, graças ao meu pai que foi meu professor sobre Formula 1 por anos; e ainda é; e me deu uma excelente base. Por muitos fins de semana meu velho teve que me aturar, ainda criança, sem entender direito o que todos aqueles carros coloridos davam voltas e voltas na pista; com altas perguntas:

– Pai, que carro é aquele vermelho?
– É a Ferrari.
– Aquele outro vermelho é da Ferrari também?
– Não, aquele é a Dallara.
– E que motor é o dela?
– Ferrari.
– Então é Ferrari.
– Não, é Dallara. A Ferrari é o outro.
– Mas é vermelho igual!
– É… bem parecido, mas é diferente.
– Mas se é diferente, por que faz um carro igual?

A conversa durava praticamente a corrida inteira. Com o passar do tempo eu aprendi a diferenciar uma equipe da outra, entender o motivo de alguns carros mudarem de cor na temporada seguinte, decorar nome de pilotos e saber o nome dos campeões de cada ano; algo até não muito difícil, se você pensar que de 15 ou 16 temporadas que acompanhei, 7 títulos são de Michael Schumacher.

2010 foi um ano de muitas mudanças para a Formula 1. Equipes novas entraram, algumas saíram ou se fundiram para marcarem presença no calendário da temporada. Coisas interessantes nos nomes das equipes podem ser conferidas. A equipe estreante e campeã da temporada de 2009, Brawn GP foi comprada pela Mercedes e incluiu mais uma equipe fabricante de carros, a Renault permaneceu, mas sem a participação direta da fabricante, e o nome Lotus retorna ao mundo da Formula 1, mas diferente da Mercedes e da Renault, não existe participação alguma da parte da fabricante, ou seja, a Lotus não é “A Lotus”, e sim uma equipe 100% independente da Malásia.

Recentemente foi anunciado que esta Lotus malaia iria mudar a cor do seu carro para 2011 para preto e dourado. Mais que isso, estava cogitado, quase confirmado, a entrada de Bruno Senna para a equipe em 2011 e repetir o cenário de um Senna em uma Lotus nas cores do ano de 1985 e 1986, como foi com o Ayrton. Porém a Lotus, fabricante, entrou com uma ação contra o uso do nome deles e pode ser que a Lotus, da Malásia, pode mudar de nome; mas não está nada confirmado; e as cores preto e dourado anunciadas foram descartadas. Para complicar mais um pouco, foi anunciado hoje que a Renault, semi-independente, fechou uma parceria para a temporada de 2011 com a… Lotus, desta vez a fabricante, que já até tem nome. Ela se chamará Lotus Renault GP. Detalhe: A cor do carro também foi anunciada e ganha um doce quem adivinhar. Exatamente, preto e dourado. Confuso? Pra mim também.

Sendo assim, pode ser que para 2011 corram duas equipes diferentes com o mesmo nome, mesmo motor e cores que já correram no passado. Se para quem entende isso é confuso, imagina para o espectador casual! Mais uma coisa: Enquanto a Lotus malaia, verde e dourada, já confirmou seus 2 pilotos, a Lotus Renault, preto e dourada, confirmou apenas 1. Será que Bruno Senna tem vaga lá?

Uma coisa eu sei. Assim que eu li estas notícias hoje, me lembrei do tempo de criança, assistindo Formula 1 com o meu pai e pensei: Como será a conversa entre pai e filho durante uma corrida no ano que vem?

– Pai, que carro é aquele verde?
– É a Lotus.
– Aquele carro preto?
– É a Lotus Renault.
– Mas a Lotus não é aquele carro verde?
– Sim, mas tem outra Lotus, que é preto e chama Lotus Renault porque usa motor Renault.
– Ah tah. E que motor usa a Lotus verde?
– Renault.
– Não pai, a Lotus verde.
– Sim, ela usa motor Renault também.
– Não entendi. Eles são da mesma equipe?
– Não filho, é assim: A Lotus verde tem esse nome, mas não é da fábrica de carros. A Lotus preta é da fabricante.
– Mas a Renault não é fabricante de carros também?
– É.
– Então a Lotus Renault é das duas fábricas, certo?
– Não. A Renault é só o nome. A fabricante não participa disso.
– Por que?
– Er.. bem.. não sei não, filho.

– Pai
– Oi filho
– Por que Lotus verde não muda o nome?
– Bom… tipo, é que… deixa eu ver a corrida vai.

Parece que este tipo de conversa vai durar mais que uma corrida apenas.

Fonte das Notícias (base para o texto):

http://www.gpupdate.net/en/f1-news/249026/renault-f1-to-morph-into-lotus-renault-gp/

http://grandepremio.ig.com.br/formula1/2010/12/08/direcao+da+proton+apoia+decisao+da+lotus+cars+de+retornar+a+f1+em+2011+10323702.html

Tiras – Geral


Semanas atrás, o chefao da F-1, Bernie Ecclestone e sua namorada foram assaltados. O maior problema não foi nem os pertences perdidos, mas a violência a que o casal foi submetida. E como Bernie não é bobo nem nada aproveitou sua situação física, e a grande sacada da fabricante de relógios da Formula 1, para faturar mais alguns… milhares!

"Veja o que as pessoas fazem por um Hublot"

Essa 2a. tirinha é para curtir com a cara dos gambás, mas com um fundo de parabenização. Afinal, o Corinthians não vai sair do centenário sem ter nada.

Roberval Andrade foi campeão da F-Truck pilotando o caminhão do time, e o titulo não podia ser de jeito mais corinthiano. Depois de estar atrás no campeonato, Roberval ganhou a prova e terminou o campeonato empatado com Felipe Giaffone, porem venceu o titulo no desempate: 5 vitorias contra uma!

E como não podia deixar de ser…

A Corrida do Ano. Talvez da Década!


Domingo de manha me organizei para ver a prova final da Stock Car. Bom, normalmente vejo por ser um apaixonado pelas corridas, mas a motivação em ver a categoria não é grande. Afinal, o que se pode esperar de um certame com carros tecnicamente fracos e que, principalmente, se acha maior do que realmente é? Seja como for, la estava eu em frente a TV para acompanhar a prova final da temporada. Mas como Murphy gosta de queimar minha língua, ele o fez de novo, só que dessa vez foi por algo muito agradável.

Max Wilson

Em todos os meus posts sobre as corridas de F-1, sempre falo que se quer ter emoção basta caírem uns pingos de chuva correto? Pois bem na horinha da largada, começaram os pingos. De forma bem tímida, verdade, mas o suficiente para fazer Thiago Camilo errar o ponto de freada e pegar Allam Khodair em cheio. Se bem conheço Thiago, ele não o fez por querer, sempre foi alguém integro e limpo na pista, por isso acredito em sua declaração e pedido de desculpas. E vi que Allam pensa da mesma forma. Mas ainda assim a colisão tirou Khodair da disputa logo no começo e a desclassificação de Camilo foi justa e correta, por mais inocente que ele o seja.

Diminuído a 3 postulantes, a prova continuou, bem como o aumento gradativo da chuva. Eis que na 1ª bandeira amarela, quase todos param para abastecer, o que é proibido pelo regulamento. Definitivamente não entendi os comissários da categoria, que deveriam ter obrigado a 90% do grid a fazer um drive-through, já que desobedeceram uma regra da categoria, entre eles Ricardo Mauricio e Caca Bueno.

Recomeça a prova com chuva pesada, os carros continuavam se batendo e David Muffato acertou Mauricio em cheio, quebrando sua suspensão e o tirando da prova. Já nesse momento, o titulo já tinha passado pela mão dos 3 pilotos uma centena de vezes, de tantas variáveis que a corrida teve. No final, Max Wilson, que estava mais atrás devido a problemas de irregularidades, mais seu carro que vazava água no interior e deixava tudo embaçado, venceu essas adversidades e, mesmo terminando atrás de Caca Bueno, conquistou o titulo, com apenas um misero ponto de diferença. E considerando que Caca era o único que poderia mudar essa historia, pode-se ter a impressão do que foi a corrida, com todas as variáveis (os favoritos sempre atrás) e que o titulo não estava decidido ate o ultimo metro, que teve Felipe Maluhy segurando o titulo de Max, com Caca na cola.

Max Wilson estreou na Stock 2 temporadas atrás. Apesar de desconhecido do publico em geral, ele é um daqueles pilotos com gabaritos, mas que nunca tiveram uma chance ao nível de sua habilidade. Testou com a F-1 (Williams inclusive), correu de Indy e passou 7 anos na Australian V8 Supercars (a Stock Car de la), com números medianos. Quando ele voltou, imaginei que Meinha (chefe do time) tinha acertado na loteria. Afinal, era o tipo do investimento bom e barato. E em 2 anos vimos para o que ele tinha voltado. E podem esperar, pois ele ainda vai conquistar mais um titulo, pelo menos. Ele e Ricardo Mauricio tem histórias parecidas, alem de habilidades semelhantes. Temos tudo para ver grandes pegas na pista nos próximos anos.

PS: E Caca Bueno veio a publico, reclamando dos comissários. Ele tinha é que dar graças a Deus que os mesmos comissários não o puniram como deveria por abastecer em bandeira amarela. Alias, ele e a “torcida do Flamengo”…