A Pilha que Dura, Dura…


Rafael Nadal e Novak Djokovic

Amigos, acompanho tênis há mais de 10 anos (não nego, sou um dos que passou a ver tênis por causa do Guga). Neste tempo não muito longo, pude ver todos os tipos de jogos, situações de jogadores, tanto físicas como emocionais. Mas nenhuma delas sequer chegou perto do que se apresentou ontem na quadra Arthur Ashe, do completo de Flushing Meadows. Em um jogo eletrizante de mais de 4 horas de duração, o sérvio Novak Djokovic fechou seu ano de ouro vencendo o sempre incansável Rafael Nadal em 4 sets. Alias, incansável foi a palavra que automaticamente me veio a mente ao pensar nesse jogo.

A energia e vontade de vencer demonstrada pelos jogadores é que fizeram do jogo um dos mais eletrizantes da historia. Desde de rallies de mais de 20 saques até as bolas impossíveis que estes dois mágicos do esporte conseguiam salvar fizeram dessa partida uma mostra de como o ser humano pode se superar, de como a vontade de vencer pode fazer superar obstáculos, de qualquer porte. Mesmo com mais de 3 horas de partida, os dois jogadores conseguiam salvar bolas que muitos jogadores de alto padrão não conseguiriam ao começar um jogo. Foi algo tão impressionante, que eu estava cansado só de ver e me empolgar com a partida.


O vencedor foi o bicho-papão da temporada. O sérvio Novak Djokovic conquistou 3 Grand Slams esse ano e perdeu apenas dois jogo no ano inteiro. Mostrando forma exuberante, acabou destruindo Nadal no set final. Isso, porque Nole virou os dois primeiros sets. No terceiro, chegou a sacar para a vitoria, mas acabou perdendo no tie-break. Entrou no quarto set pedindo atendimento medico. Após jogarem com tanta energia, o sérvio sentiu os músculos lombares. O que muitos pensaram que representaria uma queda de nível do sérvio, só mostrou que ele veio ainda mais forte, ssacrando Nadal no set.

Venceu o jogador que ganhou tudo esse ano, num duelo de titãs. Ainda que perdendo, Nadal jamais se deu por vencido, exigindo de Nole um jogo ao seu limite também. Confesso que não esperava ver essa atitude de Nadal, mesmo ele sendo sempre tão forte psicologicamente.

Com o fim do US Open, abre-se uma época sem torneios grandes, que abrem a brecha para as finais da Copa Davis, o torneio entre seleções. Mas depois do que vi ontem, não acredito que vá ver algo igualmente incrível ate o final do ano. Mas… vai que me surpreendem!

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About Carioca

Engenheiro Mecanico, adoro carros e esportes (a soma tambem conta).

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