O Retorno da Cosworth


Os motores da Cosworth para a Temporada 2010 da Formula 1

Este ano tivemos, graças a influencia de Max Mosley, o retorno da Cosworth a Formula 1. Em seu retorno, a montadora inglesa forneceu motores às 3 equipes novatas, alem da tradicional Williams, reeditando a combinação que rendeu o 1º titulo do time, no ano de 1980. Eis um assunto polemico, que dividiu e ainda divide opiniões da imprensa especializada pelo mundo. Hoje vou, alem de colocar minha opinião a respeito do retorno, contarei um pouco da rica historia deste motor.

A empresa nasceu no ano de 1958, em Londres, e seu nome veio da associação dos sobrenomes dos seus criadores Mike Costin e Keith Duckworth (Cos-Worth). Seu sucesso apareceu para o mundo no final dos anos 60, quando a Cosworth produziu em parceria com a Ford, o motor DFV. Este motor estreou em 1967 e só foi sair de linha em 1982, conquistando vários títulos mundiais por muitas equipes diferentes, participando de alguns dos carros mais importantes da historia, como a Lotus de Fittipaldi, a Tyrrel de Stewart e a Lotus “carro-asa” de 1978. Participou da F-1 como Ford-Cosworth ate 2004 e manteve seu nome original nos anos de 2005 e 2006, quando saiu oficialmente de cena. No mesmo ano, Gerald Forsythe e Kevin Kalkhoven adquiriram a montadora para garantir o fornecimento de motores da (atualmente falecida) Champ Car ou Formula Mundial. Fora da F-1, a Ford ainda tem parcerias com a Cosworth, tanto na produção de motores para outras categorias, como para motores de carros de rua.

Para este ano, a Cosworth teve o maior de seus desafios: começar um motor do nada numa era onde testes durante o ano são proibidos. O que pesava a favor era a larga experiência com motores V8, que equiparam os F-1 por mais de 30 anos alem dos carros da Champ Car. E posso dizer que o motor supriu bem seus clientes, apesar de ter resultados mascarados. Por equipar equipes pequenas e uma media não teve vitorias ou pódios, mas sua excelência apareceu em outro tipo de medição. As únicas quebras que os motores tiveram no ano foram nos 3 times novos e devido a erros de projeto de seus carros. Na Williams, Rubens e Hulk só foram usar seu ultimo motor na ultima prova, tendo confiabilidade apenas menor que os Renault que correram pela equipe da fabrica. E se normalmente confiabilidade é o contrario de potencia, foi normal ver os carros com propulsores Cosworth liderando os speed traps (medidores de velocidade no ponto mais rápido da pista), seja da Williams ou das novatas. Seu único problema, sempre diminuído mas não totalmente corrigido durante a temporada, era a rude transmissão de potencia do motor para as rodas, que causavam problemas a seus pilotos, especialmente em situações de pista com pouca ou baixa aderência. Apesar disso, a avaliação geral foi muito positiva, pelos resultados acima.

A polemica ainda existe dentre os jornalistas devido a uma analise muito precária de alguns, pois só levam em consideração os pontos marcados ou vitorias, enfim, os dados estatísticos. O problema é que esse tipo de analise deve ser levado em consideração outro tipo de dados, no caso, os que citei acima. No quesito guerra de motores, pode não ter sido o melhor da temporada, mas foi páreo para os outros motores que já estão na categoria há anos. Uma marca incrível para um propulsor que acabou de retornar e que foi forçado a começar um projeto totalmente novo. Para este blogueiro, o que a Cosworth fez foi memorável. E só tem a deixar seus clientes ainda mais otimistas do que podem fazer num futuro próximo. O mais difícil eles já conseguiram, que é aliar potencia a confiabilidade. Resta ainda muito trabalho duro e resolver outros defeitos, mas que não chega a ser um problema tão serio, pois o time já possui um nível de excelência e reconquistou o respeito das equipes pelo mundo.

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About Carioca

Engenheiro Mecanico, adoro carros e esportes (a soma tambem conta).

One response to “O Retorno da Cosworth”

  1. Teddy says :

    Torço muito para que a marca dê certo na categoria, é muito bom ver os realmente apaixonados por automobilismo crescendo… é a pequena chama ainda acesa pela paixão do esporte, enquanto o outro lado está cheio de ganância, dinheiro e “menos” talento… Ainda me pergunto se realmente os melhores pilotos estão na F1…

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