Luzes da Cidade(-Estado)


Fernando Alonso contou com a sorte que os campeões têm (por pior que eles sejam) para vencer um GP de Cingapura que estava no colo de Sebastian Vettel. Não se pode tirar o mérito de quem liderou de ponta a ponta, mas ate mesmo ele sabe que não era para ter vencido. E querendo ou não, ele agora é real candidato ao titulo. O ruim disso tudo é que acaba dando razão ao episodio do GP da Alemanha, por mais errado que aquilo seja.

Vettel poderia ter vencido também, se a Red Bull não tivesse errado. Tinha um carro mais rápido com pneus macios e se tivesse mantido o alemão na pista por mais 2 ou 3 voltas, tenho certeza que faria o pit e voltaria na frente do Alonso. O mundo todo não entendeu o porquê de Vettel entrar no pit junto com Alonso…

Lewis Hamilton estava conseguindo praticamente um milagre, que era estar junto a Webber, minimizando um prejuízo que prometia ser muito maior. Mas em uma ultrapassagem digna dele, acabou tocando em Webber e saindo da prova, por destruição da suspensão traseira. Li criticas a FIA por não punir Webber na ocasião, mas vi apenas como um incidente de corrida. Da mesma maneira que Webber poderia ter tirado o carro para evitar a colisão, Hamilton poderia ter feito a curva um pouco mais aberta (ele ultrapassava por fora) dando um espaço mínimo. De qualquer jeito, sua agressividade pode estar lhe tirando o titulo das mãos. Apesar disso, continuo torcendo por ele, pois se estamos numa época onde ultrapassagens são impossíveis, ele esta fazendo mágica e as tornando realidade.

Felipe Massa fez o que podia e muito bem. Largando em ultimo num circuito de rua, não se podia esperar muito dele. Correu a prova toda com um só jogo de pneus e soube poupá-lo muito bem. Essa quebra do motor acabou sendo interessante, pois ele usou seu 9º motor, que renderia punição de 10 posições no grid, mas como largava em ultimo mesmo, conseguiu ter um 3º motor para compartilhar as provas finais da temporada, diferente de Alonso, que terá apenas seus 2 motores previamente planejados.

Rubens meio que decepcionou. Tinha o carro mais rápido do pelotão do meio. Inicialmente, pensei que ele tinha largado mal, mas ele anunciou que foi uma tática da Williams, que abriu mão de uma boa largada para rodar melhor na prova. Mas… sacrificar a largada numa pista onde ultrapassar é complicado? Boa, time! Sem contar a tática de pit errada, que o segurou muito tempo na pista com um pneu macio já desgastado. No final, prejuízo minimizado pelo pit inesperado de Robert Kubica.

Kubica alias, merece um breve destaque. Depois de um furo no pneu, fez uma 2ª parada e voltou em 13º. Começou uma recuperação incrível, ganhando posições no meio dos muros das ruas de Cingapura, conseguindo dar show e terminar em 7º. Hamilton podia aprender com ele como se fazer uma ultrapassagem por fora…

Com tudo isso, o campeonato embolou, faltando 4 provas para o final (na teoria são 4 provas, vai depender da Coréia, que só acredito vendo os treinos livres). Não tem nada definido e a disputa continua.

Comemoração “a Italiana” na Superbike

Neste domingo tivemos a penúltima etapa do mundial de Superbike, no circuito italiano de Imola. Para somar, o italiano Max Biaggi foi campeão antecipado em casa. Estava eu “zapeando” os canais quando me deparei com uma cena inusitada, típica da característica criatividade italiana.

Durante a volta de desaceleração, já sendo cumprimentado pelos outros pilotos por seu titulo garantido, encontramos varias pessoas vestidas de pirata, chamando Max para ir de encontro a eles. Eram componentes do fã-clube do piloto que, vestidos da maneira como Biaggi se auto intitula, chamaram-no para comemorar o titulo a bordo de um navio pirata (feito de papel) batizado como Inês, nome da filha do piloto que recém completou 1 ano de idade. Max tirou o capacete, se vestiu a caráter e entrou na brincadeira.

Após essa festa, vestiu o capacete e terminou a volta. Mesmo sendo apenas 5º colocado na bateria, foi ao pódio receber o troféu de campeão mundial, tendo a honra de receber os louros da vitoria das mãos de sua esposa, que teve permissão especial para tal honraria. A festa foi completada pelo hino italiano, cantado a plenos pulmões por Biaggi e sua torcida.

Comemoração bem humorada que não era muito o jeito de Max Biaggi. Quando ele começou a aparecer para o mundo, ainda na antiga 500 cc, ele era conhecido como uma pessoa marrenta, de dificílima convivência. As turras com o sempre simpático Valentino Rossi eram constantes, com trocas de farpas via imprensa. Desde o nascimento da filha Inês, ele mudou totalmente. Tornou-se alguém simpático, muito bem quisto na comunidade da Superbike. Um dos poucos pilotos que se deram bem com ele foi o brasileiro Alexandre Barros, que, dizem algumas fontes no paddock, pode ser convidado a correr, a pedido do campeão, a próxima temporada da categoria pela equipe oficial da Ducati. Uma mudança muito bem vinda para qualquer pessoa, que tenho certeza, tornou-se uma pessoa melhor.

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About Carioca

Engenheiro Mecanico, adoro carros e esportes (a soma tambem conta).

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