Mercedes-Benz F1 – A Flecha “Meio Torta” de Prata


Rosberg, Brawn e Schumacher com o carro da Mercedes-Benz F1

A post about the problems and mistakes of the Mercedes-Benz F1 Team, at it’s 1st year back to Formula 1

No começo do ano, um sonho dos alemães, que transcendeu os tempos da raça ariana e as guerras mundiais, se tornou realidade: a Mercedes-Benz comprou a Brawn GP e ressuscitou o mito das Flechas de Prata. Falando em “Flecha de Prata”, aproveito para contar uma historia. O termo, nascido ainda no começo do nazismo, veio para afirmar a superioridade alemã em todos os quesitos, sejam eles humanos ou tecnológicos. Para tal, o governo injetou milhões de dólares nas montadoras alemãs, para que suas maquinas fossem imbatíveis. Os alemães, que tinham seus carros na cor prata (naqueles tempos, os carros usavam cores que representavam seus países, que podiam ou não ter a ver com as cores da bandeira. Por isso a Ferrari é famosa com o vermelho, cor que representava a Itália), tiveram uma supremacia durante a década de 30 nas pistas européias, nascendo assim o mito das Flechas de Prata. Após o titulo mundial de Fangio, em 1954, a Mercedes se ausentou de modo oficial da F-1 ate sua volta como fornecedora de motores em 1995 e este ano como equipe oficial de fabrica.

Ross Brawn

Com o know how do carro dominante da ultima temporada, com Ross Brawn ainda chefiando a equipe (agora, como empregado da Mercedes) e com o heptacampeão Michael Schumacher, muitos imaginavam que as Flechas de Prata estavam de volta. Mas não foi bem assim que aconteceu, com erros técnicos e de administração causando um renascimento aquém do esperado.

Exatamente como nos tempo das grandes montadoras dando as cartas na categoria, eles queriam se intrometer em todos os assuntos, colocando gente demais para fazer coisas que não precisavam de tantos para cuidar. Muita gente numa pequena organização causa burocracias; e numa categoria onde as decisões precisam ser tomadas e executadas com absoluto imediatismo, acaba se tornando um exemplo de como não conduzir as coisas. Esse caso veio à tona numa entrevista de um empregado da equipe, reclamado do tempo necessário para promover mudanças no carro, dada à burocracia para se trabalhar lá dentro. Montadora precisa entender que, diferente de carros de passeio, equipes de competição precisam de poucas pessoas e medidas interpessoais, com pouco papel e protocolo. Qualquer equipe “de garagem” sabe disso e cresce dessa forma, mesmo que com baixo investimento.

Schumacher: a decepçao do ano

Outro erro veio no lado dos pilotos. Contrataram os dois melhores pilotos de nome alemães atualmente, mas… investiram no cara errado. Tanto eles quanto o próprio Schumacher imaginavam que chegariam destruindo tudo e garantindo mais um titulo. Sim, Schumacher é um piloto diferenciado, acima da media, mas nem ex-campeões voltaram à mesma forma após um ano parado. Agora, imaginem um piloto fora por 3 anos e aos 41 anos de idade? Só podia dar no que deu. Aí, eu via toda a imprensa especializada enaltecendo o Schumacher e tratando o Rosberg como um piloto fraco, que só chegou aonde esta graças ao pai (ex-campeão mundial), sendo que este havia feito um trabalho excepcional com uma Williams quase se arrastando pelas pistas do mundo. Cansei de ouvir também que o Rosberg estava fardado a ser 2º piloto e tudo mais. Eis que começa o campeonato, e tudo que eu retruquei contra estes mesmo comentaristas acontecia. Eu já sabia do potencial de Rosberg, na minha opinião mais piloto que o pai, mas faltava um carro forte para mostrar serviço, bem como sabia que Schumacher não iria voltar na mesma forma, pelos motivos que já mencionei acima. Tudo que supus foi com base de coisas que aconteceram no passado, não foi nenhuma sessão de adivinho. Tava lá para quem quisesse observar ou ver. E se pensam que Schumacher vai voltar à forma antiga no futuro, podem esquecer. Nessa volta dele, não passa de um piloto mediano com as costas muito quentes. Vai continuar comendo poeira do Rosberg, mostrando ao mundo o maior erro da carreira dele: querer voltar a um esporte que não é para qualquer um.

Este esta sendo um ano de experiências par a montadora alemã. Os erros estão escancarados aí e só depende deles corrigi-los, para se tornarem verdadeiramente competitivos. Isso tem tudo para acontecer num futuro próximo. Só depende deles.

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About Carioca

Engenheiro Mecanico, adoro carros e esportes (a soma tambem conta).

One response to “Mercedes-Benz F1 – A Flecha “Meio Torta” de Prata”

  1. Bruno Rosik says :

    Nossa, Carioca tá montando uma Enciclopédia de F1 por aqui! haha
    Muito bom! Poucos blogs tem esse conteúdo!

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