Talladega e Conclusoes


Antigo Spoiler e Nova Asa

Neste ultimo domingo tivemos a etapa de Talladega da NASCAR, situada no estado do Alabama, sul dos EUA. Para alguns fãs, é o GP mais esperado do ano devido as emoçoes que ele proporciona, e como tal vi a corrida em detrimento ao final do Paulistao. Essa emoçao adicional acontece, pois é um dos 2 ovais da temporada (o outro é a famosa Daytona) em que se faz a volta toda em pé embaixo. Com a limitaçao da entrada do carburador e pelo fato dos carros-base serem iguais, o desempenho fica nivelado, tendo a oportunidade de vermos mais de 10 carros no mesmo segundo, totalmente apertados a mais de 300 km/h. Logico que, com os carros todos juntos, uma batida costuma envolver muitos carros. Nesse momento acontece o chamado Big One, uma atraçao especial de pistas nesse modo, chamadas de Superspeedways.

Desenho do comportamento do ar

Hoje nao vim aqui falar da corrida em si, mas de um aspecto tecnico modificado nessa temporada e que esta fazendo toda a diferença. Desde a introduçao do COT (Car of Tomorrow, ou Carro do Amanha, chassis utilizado atualmente), houve a colocaçao de um spoiler na traseira do veiculo. O spoiler garante uma maior sustentaçao aerodinamica do veiculo, deixando ele mais rapido em curvas e com melhor dirigibilidade. O problema é que, essa sustentaçao aerodinamica adicional gera um ar extremamente turbulento, chamado de ar sujo, que atrapalha o desempenho do carro que vem colado atras, deixando ele meio nervoso e imprevisivel (alias, estamos acostumados a ver isso na F-1…). Sendo assim, apos inumeras reclamaçoes dos pilotos, que tinham dificuldades em realizar ultrapassagens, a NASCAR resolveu retornar com a asa simples, usada no chassis anterior.

Mas ainda assim, residia nas cabeças dos comissarios um certo receio: apesar do sucesso da asa no carro anterior, quem garantia que iria funcionar no COT, visto que seu desenho (especialmente na parte dianteira) é totalmente diferente? Sendo assim, a asa foi adotada no GP de Bristol. Mas em Bristol e Martinsville, ovais muito curtos, as velocidades atingidas sao baixas, nao sendo prova alguma do funcionamento da asa. As “provas de fogo” vieram no oval do Texas e principalmente em Talladega, dois lugares em que as velocidades maximas ultrapassam facil os 300 km/h. Ao meu ver, o sucesso foi garantido, visto que tivemos em Talladega 78 trocas de lider, recorde absoluto da NASCAR em todos os tempos.

Na analise deste blogueiro, vi que essa nova asa prestou bem sua funçao, que é garantir dirigibilidade e segurança em curvas para seus condutores, sem perder a competitividade e as ultrapassagens, que sao o que garantem o espetaculo. Tai algo que a Formula 1 deveria ver e aprender…

PS: 1) Enquanto procurava imagens para o post, vi uma materia muito interessante sobre essa mudança aerodinamica no site da ESPN americana. Vale dar uma conferida (site em ingles): http://sports.espn.go.com/rpm/nascar/icons/news/story?id=3489358

2) Para dar uma ideia a voces do que se trata o tal ar sujo. Quem ja dirigiu um carro , junto a um caminhao numa auto-estrada? Lembram do comportamento do carro junto ao caminhao? Agora imaginem esse mesmo efeito multiplicado algumas vezes, andando a 300 km/h?

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About Carioca

Engenheiro Mecanico, adoro carros e esportes (a soma tambem conta).

2 responses to “Talladega e Conclusoes”

  1. Bruno Rosik says :

    Nossa, só de ver o desenho já dá uma bela aflição. Só de pensar em dirigir atrás…

  2. Carioca says :

    Na verdade, o desenho mostra o quao turbulento fica, mas neste caso, nao atrapalha, devido a asa nova. No caso antigo, era bem pior!

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