Estreia


Era julho de 2009. D’Alessandro, com os punhos cerrados, perseguia William, rindo. Os dois melhores times do momento se enfrentava e o Corinthians demonstrava ser o melhor.
O maior passo do planejamento estava dado: Libertadores no ano do centenário. Estava garantido, era fato, seria mais de um semestre aguardando o momento, montando o time, preparando tudo para a grande competição.
Daí o que foi visto foi o time perder peças fundamentais do time que muitos torcedores, e especialmente eu, vou lembrar pra sempre como um dos melhores que vestiram a camisa corintiana (sim eu tenho a formação de 2009 na cabeça até hoje). O time encarou o resto do ano sem vontade, sem metas, sem necessidade de buscar nada, sem laterais, sem meias.

Começa 2010 as contratações vêm, o time ganha reforços, ganha força novamente. Começa o Paulistão e o empurramos com a barriga… visando o jogo de ontem.

Imagine o peso disso nos jogadores que foram contratados, mantidos, treinados, poupados para esse momento; na torcida que de fato não viu seu time de julho de 2009 até ontem; o peso da estréia. Pense no peso do centenário.

O amigo corintiano que esperou o jogo o dia inteiro ligou a TV; não deu tempo nem de abrir a cerveja ou ouvir o primeiro estouro da pipoca… gol. Mas gol? Cléber Machado nem tinha aquecido a voz, e já tava 0 a 1. Pois é, sabe o tamanho da espera e o peso sobre os quais falei aí em cima? Refletiu-se em como o time entrou em campo: nervoso. Primeiro lance e largaram o atacante do Racing sozinho, Felipe não pôde fazer nada. O peso ficou ainda maior e jogadores fundamentais não conseguiram jogar. Roberto Carlos, Alessandro, Defederico e Jorge Henrique não estavam produzindo, e quando Jorge Henrique vai mal é problema. Ainda bem que dois jogadores estavam ótimos em campo e compensaram: Tcheco e Elias. Cara, o que foi aquele passe de letra? Perfeito! Jogada característica do Elias, vir de trás ultrapassando a defesa inteira, com um toque desses. Sem chance: 1-1.

E maldito peso nas costas de cada um dos 11 em campo não saiu. A marcação uruguaia conseguiu segurar bem, e tirando lances de Ronaldo, o goleiro adversário ficou numa boa.
Na volta do intervalo, o time voltou com Souza. Medo, um pouco, confesso. Começa a 2º tempo e o time está melhor. Gol era só questão de tempo, demorou um pouquinho, mas veio. E logo com Souza fazendo o que eu disse que ele foi levado á Libertadores para fazer: parede e toque para alguém ultrapassar. E quem ultrapassaria se não o jogador do time que faz isso melhor: Elias. 2-1. Daí o peso se foi, Roberto Carlos fez inversões precisas que por muito pouco não deixaram algum jogador na cara do gol. Até o Ronaldo se soltou e por duas vezes fez fila na defesa do Racing. Jucilei entrou o mostrou que joga bem, seja avançado, seja recuado e até pelas laterais. Joga muito!
Só senti falta de Jorge Henrique. Quando ele não joga bem, tudo fica mais difícil.

Racing, mesmo perdendo, não criou mais nada, seu mérito no jogo foi se aproveitar de como o Corinthians entrou e marcar seu gol logo de cara.

Estréia com vitória, já liderando o grupo, peso tirado das cosas. Por enquanto é isso que importa.
Mas temos que melhorar, olha o Cruzeiro aí!

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About Pedro Ivo

21 anos, estudante de direito, colecionador de camisas de times estrangeiros e corintiano.

2 responses to “Estreia”

  1. Bruno 6-3-3 says :

    Esse Elias foi a peça chave do jogo. Tem jogos que parecem xadrez! Ontem foi um deles.
    O corinthians não tava conseguindo atacar e tava MUITO bem marcado pela grande catimba e raça Uruguaya. Os atacantes pouco produziram e mal chutaram a gol.
    Quando apareceu um volante, o time ficava com “um a mai” na frente e a defesa dos caras batia cabeça, pela falta de qualidade técnica.

    Elias me lembrou muito o Mineiro nas chegadas ao ataque. Mineiro era um pouco melhor na marcação e um pouco pior no apoio, mas são muito parecidos

  2. Carioca says :

    Numa coisa vc lembrou bem Ivo: Ficar poupando os caras para apenas a Libertadores nao da ritmo de jogo, ai entra todo mundo meio que boiando no campo. Nao me leve a mal, mas se nao tomarem cuidado, vai acontecer exatamente como na ultima Libertadores, que foram eliminados e virou aquela comoçao toda, culminado com aquela quase-invasao da torcida ao gramado. Esse tipo de atitude “de resguardo” so fomenta isso mais e mais. Abraço!

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